domingo, 4 de maio de 2008

a palavra grita.

e quando vejo em claridade entendo que os teus temores se refletem nos meus medos vãos.

e quando vejo em escuridão vejo os versos mudos e cegos que vagam por entre olhos sem anseios pelos quais as palavras dantes haviam esperado encontrar, que esperas? que entendas? que saibas que foste tu?

Dizes a palavra, mas a palavra é um dominio das mentes obsessas, e essa mente é tão obsessa naqueles números que nem mais se vê aquelas experiencias físicas e insígnias.
E dantes para ti, insígnia poderia tanto ser quase outra coisa, e de lembranças vagando
convergindo para algum caminho sem saber qual caminho seguir.

A horas que o tempo parou em um olhar, e quem sabe aquele olhar converse e converge com meu olhar noutro mundo paralelo convergindo para esse instante em que se prorroga a palavra.

REEDIÇÃO 30SEGUNDOS E MEIO APÓS.

As mais belas inspirações, acabo de perceber, vêm das forças da natureza
e ainda achas que ecologia não é um tema legal (N) => pra você.
All that we really love, and all we really stop, and all we really look for is there.

noites frias em outonos.




debaixo desses céus maravilhosos existe um algo mais, existe um não sei o que, existe toda essa dúvida muito além de eu e você...

pra que inventar cores nessas linhas, se as cores estão sob nós,
tantos céus que deixamos de ver em olhos cinzentos de dores
e tantas dorés que passamos a questinar quando as linhas sobre nós,

elas, inventam desenhos inconfundíveis!
lugares para passearmos sob um sonho de uma noite fria.

deixo fluir,
deixo tudo isso passar,
ir além de nós,
ir sob nossas imaginações,
e pra que essas palavras,
esses sonhos incontáveis,
essas palavras irremediáveis
se há tantas estrelas,
se o céu se pinta de anis,
e de anos se passam os céus
a pintar para nós
e sob nós
e sem nós
e sobre nós
e para que?

Por onde vaguei.