Abra seus olhos, olhe para o lado, vizualise tudo aquilo que dantes não tinha esse gosto amargo.
Boceje vagarozamente, e encontre as 11:25 am, um veneno de 230mg.
Não leie, nem deleite, não aproveite dessa dor, não se embriague nesses versos. São doentes.
Há talvez em algum lugar uma janela aberta, emanando luz para quem sabe esse lugar se torne assim, como sua aparencia.
Você entra, você vê. você vê tanta luz, tantas cores, cores claras, nem parecem os contos da Epicuréia, mas não sabes, que tudo isso é dilacerado por dentro.
E ainda é fantasiado por essa luz, que engana a tudo que a conduz!
Não se sabe.
Não se sabe.
Nem quem mesmo te propõe esse veneno pode lhe dizer.
Foi feito por ela mesma,
conduzido e remexido,
desgostoso e prepotensioso.
iludido em versos doces.
e agora após todo esse parto e
mesmo após a depressão pós-parto,
tudo se tornou insubstituivel,
imóvel, inerente a tudo que dantes era diferente.
como podes pertencer TANTO ASSIM?
Mea culpa.

